Descendo e aprendendo

Grande parte dos corredores se preocupa com as subidas. A maioria, aliás, as odeia. Eu sempre gostei. O-D-E-I-O prova plana. Acho um tédio. Nada como uma boa subidinha para dar uma injeção de ânimo. Ao menos para mim.

Caminho nas subidas sem problemas. Nas provas de montanha o segredo é, caso você não seja um cabrito montanhês, subir caminhando rápido e de forma constante. Não vale olhar para cima ou pensar no que ainda tem pela frente. É engatar uma primeira mesmo e subir e subir e subir.

As subidas, numa boa, não me preocupam. Elas são exigentes, demandam fôlego, mente concentrada e pernas fortes e treinadas. Mas as descidas, ah, essas sim me dão um tremendo frio no estômago. Não porque eu tenha medo de descer. Muito pelo contrário. Eu A-D-O-R-O descer. E de descer rápido. Feito uma louca desembestada mesmo. Sinto uma sensação enorme de prazer e de liberdade ao experimentar a adrenalina rolando solta nas veias. Só que descer dói. E machuca. E machuca muuuuito.

Tão importante quanto treinar as temidas subidas é treinar técnicas para poupar pés, joelhos e pernas nas descidas. Elas existem e precisam ser praticadas e aperfeiçoadas permanentemente. Como cicatrizes de guerra das minhas experiências para aprender a descer carrego seis unhas roxas e três unhas a menos nos pés (nada que uma boa manicure com um invejável acervo de esmaltes escuros não possa contornar). Infelizmente faz parte do jogo.

Descendo e aprendendo.

 

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