A emoção de torcer pelos atletas na Maratona de São Paulo

Acordei cedinho no último domingo. Na noite anterior tinha deixado toda a minha tradicional parafernália de corrida separada: mochila de hidratação, tênis, shorts, top e camiseta. Às 6 da manhã o calor já dava as caras. Seria mais um dia de “lua brilhando” na capital paulista. Expectativa de 32° C às 10h00. Pensei nos meus amigos que em poucas horas largariam na Maratona Internacional de São Paulo. Senti uma enorme aflição.

Minha última maratona no asfalto foi em 2013, em Las Vegas. Desde então só corro provas longas na montanha. Mas não esqueço como foi sofrido completar os 42,195 Km da maratona de Chicago em 2011 sob um calor de 28° C. Você simplesmente cozinha enquanto corre.

Mas no domingo eu não estava entre os mais de 13 mil corredores da maratona internacional de São Paulo ou das distâncias de 2, 5 ou 15 milhas. Minha missão era muito mais modesta: torcer. Caí da cama apenas para torcer pelos meus amigos conhecidos e anônimos.

De casa até o meu quartel-general, o Km 33 da maratona dentro da USP, foram 10 Km pedalando pela ciclovia. Cheguei ensopada. E pensei novamente no desafio enfrentado por esses atletas. Além de uma boa dose de energia, levei comigo um vidro de azeitonas e dois pacotes de pretzel. Achei que um salzinho cairia bem a partir dessa distância. Não me enganei. Acabei me juntando a um animadíssimo grupo de amigos da minha equipe, a MPR, que distribuía coca-cola geladinha e jujuba.

Estou acostumada a correr sem torcida, afinal na montanha você tem apenas a sua companhia e, às vezes, de outro corredor de mesmo pace. Mas sei como uma palavra amiga, um hi five, um sorriso ou mesmo uma simples azeitona pode fazer toda a diferença.

Não lembro de quantos agradecimentos sinceros recebi. Perdi a conta de quantos rostos amigos vi. De quantos sorrisos compartilhei. Pedalando até a chegada, segui distribuindo azeitonas e pretzels pelo percurso. Vi rostos e corpos em agonia. Presenciei lágrimas de alegria e abraços fraternos. E me senti uma tremenda privilegiada por estar lá dividindo a dor e a conquista com todos esses corredores.

Foto Caio Viana

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