Abre para passar!

Abre para passar! Make way! Esquierda! Seja em que língua for no trail running está subentendido que se o corredor atrás está em um pacemais rápido você deve deixá-lo passar.

Simples, não? Mas não é. Há algum tempo tenho notado uma certa dificuldade em ultrapassar corredores em provas de montanha. Isso ocorreu com alguma frequência na edição do Cruce, em fevereiro. E voltou a se repetir no último domingo na segunda etapa da Copa Brasil de Corrida de Montanha em Campos do Jordão.

No Cruce, um dos corredores que eu tentava ultrapassar simplesmente não saída da frente. Primeiro eu gritei em espanhol e fui para a esquerda. Nada. Gritei novamente, agora em Inglês, e ele não se abateu.  Se eu ia para a direita e ele me fechava. Se eu ia para a esquerda ele fazia o mesmo. Irritante. Resolvi fazer um “V” e dar um capote no espertinho. Passei bufando e praguejando. A trilha era apertada, mas havia espaço para ele dar passagem.

Outro episódio semelhante voltou a acontecer na Copa Brasil. Na segunda subida do percurso me deparei com um atleta que caminhava em ritmo bem mais lento que o meu. Pedi passagem. Nada. Gritei novamente. Nada. Resolvi passar de qualquer forma e me lancei para a lateral do morro fora da trilha. O rapaz simplesmente não me deixou passar porque ouvia música (tema que pretendo abordar em outro post, aliás).

Ser ultrapassado em uma prova é absolutamente normal. Não é pessoal. Você ultrapassa e alguns quilômetros depois poderá ser ultrapassado até mesmo por quem você deixou para trás. É parte do jogo. Respeite o seu ritmo e respeite o outro atleta. Abra caminho.

 

 

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