Carlos Dias: um super-humano em todos os sentidos

Há anos eu acompanho as aventuras do ultramaratonista Carlos Dias. De longe, lendo as reportagens em revistas e portais de notícias, imaginei que ele deveria ser realmente uma pessoa excepcional para percorrer mais de 18 mil kms pelo Brasil arrecadando fundos para o GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), cruzar os Estados Unidos de leste a oeste correndo, correr no Nepal ou ser eleito “super-humano” pelo History Channel.

Entretanto, observando sua postura, seu olhar e seu sorriso sempre achei que ele tinha aquele “algo a mais” das pessoas extraordinárias. Algo difícil de colocar em palavras, mas que você sabe exatamente o que é quando encontra alguém assim. Essa impressão se confirmou na semana passada quando nos encontramos no evento de lançamento dos novos tênis de corrida da Skechers, marca que o patrocina desde 2012. O Carlos Dias é excepcional e muito mais.

Criado pela mãe após ter perdido o pai assassinado quando tinha apenas dois anos, ele vem de origem humilde e desde cedo aprendeu a não aceitar o não como resposta. “Se pararmos para pensar recebemos, em média, 65 nãos diretos e indiretos todos os dias. Para mim eles são o chumbo que eu aprendi a converter em ouro”, diz sorrindo. Uma grande verdade.

Sua mais recente aventura, em agosto, foram os 250 km da “RacingThePlanet: Ecuador 2015” de onde retornou com um troféu de “Spirit Award” por sua postura de ajudar atletas em dificuldades durante o percurso. “Foi uma honra e me senti reconhecido não apenas pelas dificuldades da prova, mas por toda a minha carreira como ultramaratonista”, relembra Carlos Dias.

O jeito tranquilo de ser do atleta se reflete também em sua postura frente à agenda de treinos que é muito menos agressiva do que eu poderia imaginar. Sem rotinas, ela inclui treinos médios de 15 km (não diários), fisioterapia, preparação física e, claro, meditação.

“A meditação é importante porque no final é a sua mente que fará você ir além, ultrapassar o inesperado e dominar possíveis medos. Durante as provas penso muito no meu filho e isso é um grande incentivo para mim”, pondera Dias.

Outra forma de manter o moral elevado durante essas longas jornadas é por meio do uso de tecnologia de ponta em equipamentos, vestuário e através de pequenos “mimos gastronômicos”.

“Gosto de levar para as provas comidas que eu realmente gosto e que me dão prazer. No meio da selva do Equador abri uma lata de sardinhas para saborear com macarrão. Foi absolutamente divino e me fez muito bem. Essa sensação de satisfação é positiva e importante para o ultramaratonista”, recomenda.

Mas o que realmente me deu inveja, confesso, foi descobrir que os pés do Carlos Dias são muito, mas muito mais bonitinhos que os meus! Sem bolhas ou unhas roxas. Seus pés viraram praticamente um mito no universo dos ultramaratonistas.

Enquanto se prepara para disputar os 250 km da Ilha do Elefante, no Sri Lanka, em fevereiro do ano que vem, Carlos trabalha na elaboração de um projeto de conhecimento e ação social para os Jogos Olímpicos que deverá percorrer, mais uma vez, todo o país. “Tenho muita saúde e um capital intelectual que gostaria de compartilhar com outras pessoas e o esporte é a minha ferramenta para fazer isso”, conclui.

Aqui entre nós, ele é ou não é um “super-humano” em todos os sentidos? Confira as próximas aventuras do ultramaratonista Carlos Dias em seu blog: http://www.carlosdiasultra.com.br/

 

Carlos Dias nos 250 km da “RacingThePlanet: Ecuador 2015”

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