Haka Race: navegar é preciso

 

Foto: Divulgação

Ontem participei do meu primeiro curso de navegação. Eu me perco na minha própria garagem tamanha é a minha falta de direção. Enquanto o Leonardo Barbosa, organizador do Haka Race, um dos principais circuitos de aventura do país, explicava sobre grids, meridianos, linhas de fé e azimutes, minha mente voltou atrás no tempo.

Subitamente eu estava na aula de física e a professora perguntava: um trem sai do Rio de Janeiro a uma velocidade constante de 100 km/h ao mesmo tempo em que um carro sai de São Paulo a uma velocidade constante de 80 km/h. Aonde eles vão se encontrar. Gelei. Trauma total. Freud explica.

Neste sábado, 30 de maio, vou estrear em uma corrida de aventura que envolve ao mesmo tempo agora corrida, canoagem, mountain bike e rapel. Para completar o percurso, que terá um total de 40 Km, eu e minha equipe utilizaremos um mapa topográfico da cidade de Jacareí e uma bússola. A navegação tem papel preponderante nesse tipo de prova. Não quero parecer pessimista, mas estamos fritos.

Depois do devaneio, foco minha atenção para a as orientações. Didático, Leonardo explica todas as marcações do mapa, simula traçados de rotas e comenta sobre como tomar a melhor decisão. Entendi tudo direitinho, respondi as perguntas corretamente e a autoestima vai lá para o teto. Navegar é comigo! Até que a bússola entra em ação. Achar o Norte, pfff, moleza. Mas na hora que é preciso ajustar os graus …. hum. Tudo tem uma primeira vez na vida, certo?

E por falar em primeira vez, “Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez”, foi o tema de um artigo de Ruth Manus que li esta semana no jornal O Estado de S. Paulo. Ele me lembrou a importância de vivermos as experiências intensamente. Sejam elas quais forem. Inclusive o Haka Race. É nisso que eu acredito.

Estou muito feliz por ter a oportunidade de fazer o Haka Race pela primeira vez. E farei muitas outras provas “malucas” mais. Já vou logo avisando. Não importa se vamos nos perder, nem quantas vezes. Podemos ir parar em Carapicuiba. Tudo bem. Não estamos desperdiçando nosso tempo precioso por aqui. E é isso o que importa para mim.

Como disse Carlos Drummond de Andrade: “A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.”

Xô, desperdício. A guerreira que vive em mim está viva e amanhã eu vou curtir – muito – o Haka Race!

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