Na adidas Boost Endless Run, para estar entre os Top 100, a energia tem que ser infinita. Mesmo

A segunda edição da a adidas Boost Endless Run, reunindo mais de 3.200 corredores (eu entre eles), foi realizada no último domingo, na Universidade de São Paulo (USP) com o patrocínio da Continental Pneus, empresa que fornece os compostos de tração dos tênis da marca há mais de oito anos.

Passadas 48 horas, minhas pernas continuam bem doloridas, assim como minhas costas e pés. Dediquei todos os treinos do último mês como preparação para a BoostSP. Caprichei como nunca nos infindáveis fartleks e longões. Cansada dos treinos no asfalto, apelei para a montanha. Treinei com um único objetivo: me classificar para o 1 Km final.

A Boost Endless Run é realmente desafiadora. Depois de correr 10K é importante caprichar na recuperação – a organização fornece toda a infraestrutura para isso – e ainda achar aquela energia que a gente nem sabia que existia para correr mais 5 Km. E correr muito bem mesmo, vale reforçar, porque o nível competitivo é bastante alto entre os corredores amadores como eu. Apenas os 300 melhores atletas, sendo 200 homens e 100 mulheres, que completassem as duas distâncias no menor tempo conquistariam o direito de participar do desafio especial de 1 Km.

Passei raspando na classificação dos 10 Km (96ª colocação) e melhorei bem nos 5 Km (85ª colocação). Classificada para o 1 Km final, investi realmente na recuperação: dez minutos no gelo e cinco minutos com os pés para cima apesar do frio e do vento.

Se até aqui a organização da Latin Sports tinha sido praticamente impecável, ela acabou pecando bastante nesse desafio final. A largada dos 10 Km foi atrasada em cinco minutos em razão das enormes filas para a retirada dos chips. Para a largada o 1K final a espera foi bem maior: quase 1h30, o que levou muita gente a desistir de participar. O motivo: os chips dos atletas classificados já haviam sido devolvidos e era preciso localizá-los, um a um, algo que poderia ser facilmente solucionado com um chip descartável e a conferência do número de peito de cada atleta no momento da disputa de cada bateria.

Semicongelada e totalmente desaquecida larguei na primeira bateria feminina. Hora do tudo ou nada. A estratégia: chegar viva até a marca de 500 m, fazer o loop e dar absolutamente toda a minha energia restante até a linha de chegada. Mentalizei o movimento dos pés e braços. É só um “tirinho”, pensei.

E que “tirinho” interminável. Achei que meu coração, que de repente começou a pulsar no cérebro, fosse sair pela boca. Encaixei um ritmo e fui. Não pensei em nada. Não vi nada. Só pensava em cruzar – viva – a linha de chegada. Para o meu alívio ela apareceu no horizonte. Eu havia conseguido. Estava entre as Top 100! Entre as Top 83, para ser exata, o que, para uma tartaruga como eu, é um resultado quase inimaginável.

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