Que tipo de narcisista invade o espaço de uma maratona olímpica?

corneliuspadre

 

Há 12 anos o aloprado padre irlandês Cornelius Neil Horan invadiu o percurso da maratona de Atenas liderada pelo brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima gerando profunda indignação e comoção em todo o mundo.

Na manhã do último domingo, enquanto acompanhava a chegada feminina da maratona dos Jogos Olímpicos do Rio, pensei, por um minuto, que a triste história do padre irlandês ia se repetir novamente quando não apenas um, mas diversos novos celerados pularam a grade e invadiram a pista a poucos metros da líder da prova já na reta de chegada. Foram quatro episódios ao todo. Sem se abalar pelo susto, Jemima Jelagat Sumgong, do Quênia, venceu a prova com o tempo de 2:24:04, seguida por Eunice Jepkirui Kirwa (Bahrein) e Mare Dibaba (Etiópia).

Não posso deixar de me perguntar que tipo de criatura imbecil, em nome de seja lá o que, se acha no direito de desrespeitar uma área restrita e atrapalhar a concentração de atletas que dedicaram anos de suas vidas para garantir sua vaga nesta edição dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Por sorte a equipe de apoio conteve a dupla de boçais – que, aliás, fugiram covardemente
– mas é extremamente decepcionante saber que após o trauma do padre Cornelius algumas pessoas ainda perseguem da forma mais egoísta e narcisista possível seus 15 segundos de fama e acreditam piamente que o seu direito de protestar está acima do direito de qualquer outra pessoa.

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